Candidato do PT ao governo de São Paulo, Luiz Marinho admite falta de consenso no partido para a escolha de um nome alternativo caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja mesmo impedido de concorrer.

Segundo ele, a busca de um plano B seria antecipar uma discussão. “Não precisamos gastar energia com isso. Não haveria consenso. Vamos antecipar discussão para que, se o nosso candidato é o Lula?”.

Marinho afirma que a candidatura de Lula será registrada. Por isso, descarta aliança com Ciro Gomes (PDT).

 

Folha - Como será a campanha do PT sem a presença de Lula?

Luiz Marinho - Esse é um pressuposto equivocado, do nosso ponto de vista. Lula está em uma prisão temporária. Tem que caracterizar bem isso. Acreditamos, sinceramente, que as instâncias superiores corrigirão essa trágica sentença ridícula do juiz Sergio Moro. Há brechas legais e reais para Lula ser candidato. 

Há dirigentes como Jaques Wagner que falam na necessidade de compor uma frente.

Desconheço qualquer liderança nossa, com poder de decisão, que tenha dado esse passo já. São declarações hipotéticas. Isso não pode existir antes da hora. As possibilidades jurídicas de Lula ser candidato existem. Por que desistir? A decisão está tomada. Dia 15 de agosto, a candidatura de Lula estará registrada. Só se um julgamento do TSE e as instâncias superiores disserem “não, não é” é que cabe a discussão e inclusive perguntar a Lula quem é o candidato. Ponto.

Não seria o caso de construir uma alternativa agora?

Não. Não e não. Temos outras tarefas além de perder tempo com esse debate. A tarefa agora é a campanha Lula Livre. É a mobilização, é a eleição dos governadores e dos senadores…

Então, por que o PT trocou o lema “eleição sem Lula é fraude”? 

Continuamos achando uma baita fraude. Mas, em nenhum momento, o PT disse que não participaria da eleição. O fato de denunciar uma possível fraude não significa não participar da eleição. 

Não há o risco de seus eleitores buscarem outros nomes enquanto o PT não afirmar um candidato?

Estamos reafirmando candidato: é o Lula. 

Se registrar a candidatura do Lula no dia 15 de agosto e o PDT registrar a do Ciro, não haverá chance de aliança. 

Você tem ilusão de que o Ciro não seja candidato em qualquer hipótese? O Ciro é candidato à Presidência. Qual é o problema?

Vocês não vão estar juntos. 

No primeiro turno. Qual é o problema? Não há problema na candidatura do Ciro, da Manuela [D’ Ávila], do [Guilherme] Boulos. 

Hoje, o sr. diria que uma aliança com Ciro Gomes está descartada?

Cem por cento. Cem por cento.

O Datafolha mostra que Lula tem poder de transferência de ao menos 17 pontos percentuais. No entanto, o sr. tem 7%. Faz falta a presença dele nesta largada?

A presença do Lula ajuda. Mas nossa militância fará a presença do Lula em qualquer canto deste país.

O sr. acha que a comoção social com a prisão dele e a mobilização foram aquém das expectativas?

O nosso povo tem seu jeito de encarar. Tenho certeza que se fosse o sangue argentino isso aqui estaria pegando o fogo. O pessoal está expressando isso no desejo de votar nele para a Presidência, na imagem do partido. Tanto é que ele preso a intenção de votos se mantém.

A Lava Jato vai ter impacto na sua campanha?

Tem um eleitorado de São Paulo que é defensor do Moro.

O sr. acha que vai conseguir se comunicar com esse eleitor? 

Esse, não. Deixa se comunicar com o Moro. Vamos nos comunicar com o eleitor de São Paulo que queira o bem para São Paulo. Vamos nos comunicar com quem está decepcionado com o atual governo de São Paulo, que deseja que saia da mesmice, que São Paulo retome o processo de investimento, que combata a corrupção. São Paulo é um antro de corrução. É roubo da merenda, corrupção no metrô, trem, Rodoanel.

O que o sr. acha da liderança do Doria nas pesquisas?

O que se destaca é a rejeição do “João sem palavra” na capital. 

A administração do Alckmin será seu alvo? 

Minhas propostas serão o alvo. A avaliação desse condomínio que representam o governo de SP e essas três candidaturas —Márcio França, Skaf e Doria. O Márcio está reivindicando ser continuidade do Alckmin. O Doria vem no mesmo caminho. E o Skaf é o homem do pato, do fim dos direitos.

Fonte: Folha de São Paulo. 

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