O preço da carne explodiu na mesa e no bolso do povo sem que o governo expresse qualquer reação. A mídia nacional identificou o aumento do preço da carne bovina na maioria das regiões do país nos últimos dias. Em cidades do Sul de Minas, por exemplo, o preço chegou a subir 39%, percentual registrado em outras regiões. A carne de porco, por sua vez, acumulou um aumento de 32,8% nos últimos doze meses.

“A realidade nua e crua já alcançou a mesa dos brasileiros em muitos locais do país. Diante do aumento explosivo da carne (há casos em que algumas peças dobraram de preço), a população está comprando ovos como nunca. Esse é apenas mais um efeito do nefasto governo Bolsonaro”, denunciou o senador e líder da Bancada do PT no Senado FederalHumberto Costa (PT-PE).

“Neste espaço de tempo de três meses os preços da carne bovina evoluíram 25% (em média) e não há como deixar de repassar estas elevações ao consumidor”, declarou a Associação Brasileira de Frigoríficos. Diante da inevitável repercussão para a economia das famílias, a reação da Ministra da Agricultura foi sugerir que o governo poderia importar carnes. Uma afirmação irresponsável considerando a disparada do dólar, que superou a cotação de R$ 4,20 nos últimos dias.

No caso da carne de porco, o aumento é consequência do impacto da peste suína na China. Diante da crise de produção interna, os chineses praticamente dobraram a conta de importação do produto brasileiro. Com o aumento das exportações, a queda da oferta interna provocou rápida elevação no preço ao consumidor. Aliás, uma situação que já era do conhecimento do governo desde o final do ano passado.

O aumento do preço da carne é agravado por outros fatores que agravam ainda mais a renda das famílias brasileiras. Em novembro, o governo anunciou novo aumento de 4% do preço do gás, sucedendo reajuste de 5,3% em outubro passado. Também em novembro, e com impacto no custo de vida, o governo aumentou duas vezes o preço da gasolina, e também do diesel. Indexados ao câmbio, o preço dos dois combustíveis deverá sofrer novos reajustes. Além disso, Guedes quer acabar com a desoneração da cesta básica.

A omissão do governo diante da situação evidencia que o povo, definitivamente, não faz parte dos “planos” do ministro Paulo Guedes para a economia. Ao contrário do descompromisso com os interesses populares, inúmeras “agendas emergenciais” para favorecer banqueiros e dos empresários foram adotadas. Ao longo do primeiro ano de mandato, o governo Bolsonaro adotou várias medidas para atender aos interesses desses setores. Todas elas centradas no corte de direitos dos trabalhadores.

Em nome da “recuperação” da economia e do “combate” ao desemprego, Guedes e Bolsonaro demonstraram o desprezo oficial pelo povo. O salário mínimo foi congelado, ficando em R$ 1.031,00 para 2020; se tivesse valorização real, seria de R$ 1.041,00. Com isso, o governo prejudica 48 milhões de pessoas que têm rendimento referenciado no salário mínimo. Além disso, o governo editou Medida Provisória para taxar o seguro-desemprego, ou seja, os desempregados, enquanto desonera os empresários.

O descontrole do câmbio, contaminado pelas desastrosas declarações de Guedes e Bolsonaro, tem reflexos negativos na situação interna, em especial na vida do povo. Segundo o ex-presidente Lula, em entrevista ao portal Brasil 247, o Brasil precisa de “confiança política e demanda interna” para se recuperar. Exatamente o que falta ao atual governo e à política econômica do ex-membro da equipe de Pinochet que empurrou o Chile para a crise atual.

Por PT no Senado

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