A resistência das mulheres contra o candidato de extrema-direita do PSL, que motivou a mobilização #EleNão, vai tomar as ruas em cidades de todo o Brasil e em mais de 10 países pelo mundo no próximo sábado.

O discurso de ódio propagado pelo presidenciável, especialmente contra as mulheres, população negra e LGBT, disparou o movimento “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, que começou em grupo no Facebook, que conta atualmente com mais de três milhões de seguidoras.

Para marcar a mobilização, as mulheres lançaram a hashtag #EleNão, que rompeu fronteiras, e ganhou o apoio de artistas nacionais e internacionais.

As mulheres petistas estarão presentes nos atos para reiterar que não aceitam as ofensas e os retrocessos que o candidato representa, como destaca a secretária nacional de Mulheres do PTAnne Karolyne Moura.

“Vivemos em um cenário de eleição, de escolha democrática, mas é também o momento de dizer quem a gente não quer de jeito nenhum quem representa uma ameaça às nossas vidas e que vai contra tudo aquilo que a gente luta, como a liberdade, o combate ao machismo, ao racismo e à LGBTfobia”, diz a secretária.

Anne reforça que “qualquer projeto que tenha associação com a intolerância e ódio, nós temos que dizer não, porque não queremos que o país caminhe para esse lado.”

O capitão reformado do Exército já declarou que defende a ditadura e fez elogios ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que torturou, entre outras pessoas, a presidenta eleita, Dilma Rousseff. Recentemente, o vice da chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), afirmou que famílias chefiadas só por mães e avós são “fábricas de desajustados”, o que gerou uma onda de críticas e ampliou a rejeição à chapa.

A intensa mobilização das mulheres tem refletido nas pesquisas de intenção de votos, que mostram o candidato do PSL como o mais rejeitado pelo eleitorado feminino. O último levantamento divulgado pelo Ibope na segunda-feira (24) mostra que entre as mulheres o índice de rejeição do presidenciável é de 52%.

A secretária de Mulheres reitera que o posicionamento das mulheres petistas é em defesa do programa de governo que vai retomar o Brasil para as mulheres, representado por Fernando Haddad e Manuela D’Ávila.

“Nós, mulheres, mais uma vez vamos ter a coragem de dizer nas ruas, e em todos os lugares, que nós não vamos aceitar que ninguém decida sobre as nossas vidas e nem que menospreze os nossos direitos”, afirma a secretária.

Ela completa convocando todas as mulheres para o ato do dia 29. “É pelas nossas vidas,pelos nossos filhos, por mães, avós e por todas as mulheres. Vamos às ruas dizer #EleNão”, conclui Anne.

Confira onde será o ato #EleNão na sua cidade

 

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