O Dia Internacional de Luta das Mulheres, comemorado em 8 de março, é um marco para a história de todas nós ao redor do mundo. E se hoje é uma data marcada por protestos e utilizada para pedir igualdade de gênero é porque no passado ela nasceu de uma raiz trabalhista.

Neste ano de 2019, a construção para a data já começou a ser articulada por conta das ameaças que o governo Bolsonaro representa aos direitos. Diversas mulheres se reuniram nesta quinta-feira (17) para definir os primeiros eixos para realização do ato e decidiram que ele acontecerá no Vão Livre do Masp, as 16h.

O objetivo do ato é ser unificado e reunir militantes de todas as frentes, partidos de esquerda, sindicatos,movimentos sociais e mulheres que pretendem defender seus direitos e exigir os que ainda não foram conquistados.

A Secretária Estadual de Mulheres do PT-SP, Debora Pereira, explicou a importância de unificar o ato do 8 de março. “Antecipamos o início da organização porque o governo Bolsonaro iniciou a todo vapor atacando direitos, de uma maneira que atinge especialmente a vida das mulheres. Foi uma reunião muito diversa e ampla, que demonstrou muita unidade na pauta central do ato – democracia e combate à violência”, declarou.

Para a integrante da organização feminista “SOF Sempreviva” e militante da Marcha Mundial das mulheres, Sônia Coelho, “a reunião para articular o ato foi de extrema importância porque contou com várias centrais sindicais, representantes de partidos políticos, coletivos de vários movimentos e mostrou a disposição das mulheres em fazer essa resistência.”

Segundo Sônia existe a responsabilidade de motivar todas as mulheres que estiveram contra o Bolsonaro durante a época da eleição para que elas continuem lutando porque “a organização da unidade das mulheres vai ser fundamental para enfrentar toda essa perda de direitos.”

Dandara Pagu, integrante do Fórum de Mulheres pela Cultura, afirma. “Acreditando e vendo essa onda retrógrada, machista e escrota que está rolando, de fato é uma prova de que nós mulheres avançamos muito, avançamos tanto que eles querem a todo custo que a gente volte”.

Ela ainda acrescenta “É o momento de unir as forças, de unir a problemática de cada um e cada um se fortalecer e se cuidar. E se cuidar em tudo: fisicamente, mentalmente. Eu espero que esse 8 de março realmente seja muito marcante, espero que a seja siga firme e muito alerta a tudo isso.”

Mulheres de outras cidades do estado também já estão se organizando para se unir ao ato. Nesta sexta-feira (18) ocorrerá uma reunião organizativa às 18h30 no Sindicato dos Bancários em Santo André.

Confirme presença no evento aqui.

Da Redação da Secretaria Nacional de Mulheres do PT

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